Toda sexta-feira que antecede os dias da festa, os morangos são levados para o pavilhão de exposição. Os frutos são avaliados por uma comissão e os que recebem as melhores classificações dão uma premiação (troféu) aos seus produtores e expositores. Em cada domingo do evento são vendidos os morangos premiados da exposição.
DECORAÇÃO DA EXPOSIÇÃO
Os morangos também fazem parte da decoração do pavilhão de exposição. Este ano, o grande destaque é um talismã japonês, o maneki neko, ou seja, o gato da sorte.

Suzuki mostra seu trabalho no pavilhão de exposição
Há quase dois meses o senhor Tadashi Suzuki, de 78 anos, trabalha no local para mostrar aos visitantes da Festa do Morango mais uma de suas decorações feitas com material reciclável, galhos secos, frutas exóticas, legumes, flores e, é claro, muito morango.
O trabalho de decoração da exposição também é desempenhado pelos senhores Yaga e Vinício, que faz uma pintura toda especial no pavilhão.
Saiba mais sobre o MANEKI NEKO (GATO DA SORTE)
Entre os mais famosos símbolos da sorte na cultura oriental está o maneekineko, um gato com uma pata levantada. No Japão, esta figura é vista como símbolo de boa sorte, acenando para a prosperidade e sucesso nos negócios.
O gato é um animal tão sensitivo, que pressente a chegada de uma pessoa ou a aproximação de chuva. Então, ele começa a dar voltas ou esfregar seu rosto, pois esse tipo de comportamento tranqüiliza-o. Como o gesto do gato esfregando seu rosto assemelha-se a um aceno, as pessoas começaram associar que, colocando a figura de um gato levantando uma pata dianteira, as pessoas viriam. Essa pode ser uma das origens da lenda do manekineko.
O gato da sorte é visto freqüentemente nas janelas de estabelecimentos comerciais, pois quando a sua pata direita está levantada, o gato atrai dinheiro e quando é a esquerda, atrai clientes.
Ele usa uma coleira vermelha com um sino. Isso é uma lembrança dos costumes do período Edo (1603 - 1867), quando o gato era um animal de estimação caro. As damas da corte agradavam seus gatos, colocando-lhes coleiras vermelhas, feitas de hi-chiri-men (tipo de tecido de luxo da época) e pequenos sinos para vigiá-los.
Geralmente o manekineko segura um koban (uma moeda dourada do período Edo). Contudo, o koban real é de um ryo; o koban do manekineko é de dez milhões de ryo. Ou seja, a moeda fictícia é um símbolo de riqueza e prosperidade.
(FOTOS: Liliane Nacarato)
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