.:A cidade
.:Características
.:Como chegar
.:Eventos
.:Festa do Morango
.:Fotos do Portal
.:Hospedagem
.:Gastronomia
.:Alambiques
.:Pesqueiros
.:Artesanatos
.:Turismo rural
.:Passeios turísticos
.:Circuito das Frutas
.:Cultura
.:Escolas
.:Comércio
.:Ache aqui!
.:Agências bancárias
.:Horário de ônibus
.:Telefones úteis
.:Jarinu no Orkut
.: Colunistas
.:Notícias
.:Links
O PORTAL
.:Quem somos
.:Entre em contato

COLUNISTAS



DIREITO

José Leopoldo Basilio
Advogado, Bacharel em Direito pela Faccamp (Faculdade Campo Limpo Paulista) - 2006


Publicado em 30/03/2009

Violência nas escolas

Ultimamente, temos noticiado através das rádios, televisão e até mesmo em jornais impressos um tema bastante chocante e que, com o tempo, vem adquirindo proporções inusitadas. Trata-se de violência nas escolas.

Assistindo a um telejornal, a reportagem me chamou a atenção, pois narrava a cena de um garoto que ao se sentir temido pelos amigos, acabou por levar uma arma de fogo à escola, vindo esta a disparar e acertar a perna de uma colega. Por sorte, nada mais grave aconteceu. Ainda que os pais do menor lhe de um castigo, como ficará a vida desta garota ao ir para escola e mais, sentirá segurança ao sentar num banco de sala de aula?

A violência nas escolas não é um fenômeno novo. Todavia tem vindo a assumir proporções tais que a escola não sabe quais medidas tomar para sanar este problema.

Muitas vezes, casos como o que foi citado acima, acabam por não chegar a mídia ou as autoridades competentes, pois, por medo de uma repreensão perante aquela sociedade em que vive, não denunciam. Diretores calam-se diante de alguns problemas, pois não querem que “sua” escola seja tida como mau exemplo perante as outras.

Por outro lado muitas escolas, através de projetos internos, têm tentado otimizar e minimizar estes problemas, levando aos jovens a conscientização para estes assuntos, até porque a escola é onde eles passam a maior parte do tempo.

A convivência diária em uma sala de aula com cerca de 40 alunos das mais diversas classes sociais, gentes de toda parte dos Estados, acaba por gerar intrigas entre os colegas, num ambiente que por vezes era para ser de respeito e educação acaba por terminar num lugar de brigas e desavenças.

Os jovens são os grandes consumidores dos meios informáticos e audiovisuais, sobretudo Internet, jogos por computador, televisão e música. A televisão é um dos meios que mais difunde a violência e a criança ou jovem é o sujeito passivo que mais a consome. Muitas crianças vêem televisão e jogam jogos de caráter lúdico duvidoso, sem qualquer supervisão das figuras parentais. Constroem as suas personalidades de acordo com o que observam, com uma total ausência de discernimento do que é certo ou errado; e isto faz com que a escola que não exerce qualquer tipo de motivação leva a que determinados indivíduos ou grupos cultivem a agressividade face à sociedade que gerou ou proporcionou déficits tão profundos e que fazem parte das suas vivências cotidianas.

Em muitos casos a violência já vem de fora para dentro, ou seja, como acontece em bairros que são degradados pela miséria e também pela toxicodependência. Os alunos chegam às escolas com certa agressividade, dominada muitas vezes pelo poder dos mais velhos sobre os mais jovens, criando situações de pânico e inusitado, impondo um ambiente de desrespeito permanente.

O cerne da questão é que muitas escolas tentam resolver os problemas para os quais não estão preparadas e que não são da sua competência. Na verdade, todos os alunos são potencialmente violentos, sendo a escola sentida como uma imposição por parte da família ou do Estado. Os alunos estão contrafeitos, as aulas são para eles locais de constrangimento e de repressão de desejos. Alguns alunos conformam-se e conseguem permanecer na escola sem fazerem grandes distúrbios. Outros se revoltam, colocando em causa as normas que são estabelecidas pela equipe escolar.

Como prevenir então? Existem soluções diante de alunos que não querem aprender e professores que se sentem desmotivados em lecionar pela falta de estrutura que lhe são apresentadas, pelas longas jornadas que lhe são impostas?

Pesquisas vêm mostrando que a falta de diálogo entre pais e filhos tem sido um dos grandes fatores que acabam por gerar no aluno certa agressividade, pois ele se vê frente a uma responsabilidade em sua tênue idade.

Há que se fazer uma junção de todos estes problemas e traçar um paralelo entre a escola e a família do aluno. Um bom exemplo a ser citado faz com que os professores conheçam o cotidiano de seus alunos, como vivem, o que fazem após saírem da escola, já que a mesma é tida como um segundo lar dos alunos e dali que vão partir para serem futuros profissionais das mais diferentes áreas.

As escolas devem investir mais em projetos, palestras, devendo buscar do aluno o por quê e o que faz agir de maneira agressiva, fazendo um elo entre todos os segmentos envolvidos, pais, professores e família, buscando assim a participação efetiva na vida escolar do aluno. Consciente de que este trabalho ainda é insuficiente na abordagem deste assunto, resta então, ao menos, cogitar que toda a sociedade deve trabalhar para proteger os cidadãos de amanhã, para que não tenham um futuro sombrio, enredados em sofrimento, privações e sem projetos de vida.

E, nas palavras do grande escritor Rubens Alves, finalizo: “Eu gostaria, por fim, que nas escolas se ensinasse o horror absoluto à violência e às armas de qualquer tipo. Quem sabe um dia teremos uma Escola Superior de Paz, que se encarregará de falar sobre o horror das espadas e a beleza dos arados, a dor das lanças e o prazer das tesouras de podar”.


Artigos anteriores:

* A função social da propriedade

* O instituto da guarda compartilhada

* Surge uma nova humanidade

* A adoção por casais homossexuais

* O direito de greve

* Adolescentes, escola e criminalidade

* Ser idoso, grandes desafios


Veja outros COLUNISTAS no Portal Jarinu


BUSCAR NA WEB
Powered by Google
PUBLICIDADE
PREVISÃO DO TEMPO
Copyright @ 2008 - Portal Jarinu - Todos os direitos reservados